Das mudanças do corpo cabem as circunstâncias da vida. Cresço e, ao que amadureço, me escancaro. Aqui há minha porta aberta, onde parte o prolongamento de meus braços e pernas além do meu ego de ator e força circense. Partem minhas palavras em corpo, em carta, em viva poesia, mesmo se em prosa vier a narrativa. Sei que espiam e não deixam pistas, mas, se puderem, comentem... e deixem um pouco da sua carne poética em minha cerne criativa. Experimentem...
Pesquisar este blog
quinta-feira, março 06, 2014
Corpo ...
terça-feira, fevereiro 25, 2014
Corpapátrida
Quase sempre brocha, quase sempre xôxa
Hasteai aos patriotas
Aos generais
Hasteai à toda classe de senhores
A toda casa de senhoras
Hasteai a bandeira dos amores oprimidos
Dos sabores suprimidos
Dos sem poesia, de mãos atadas, relações regradas
Dos nó. Cego.
Hasteai a bandeira
Hasteai a bandeira
Hasteai aquela que será derrubada
para Nunca mais apontar em riste
O rifle
O dedo
O cacetete ou
O cacete
Que fará das pessoas livres
No amor
Na fé
Na sorte
Na morte
Pra morrer como quiser...
Não
Não hasteai
Não hasteai a bandeira
Não hasteai bandeira nenhuma
Nem aquela da paz
Que jaz em tantas bandeiras.
Nem mesmo a comunista
Ou social
Cristã, ou
Aquela
Republicana
da direita ufanista
O que quero dizer
Porra
É que bandeira nenhuma importa
Se no alto o que balança é um pano
E no peito não balança nada
Se no alto vibram cores
E no peito não vibra nada
Se no alto está protegido o símbolo
E ao peito aberto, um tiro.
Prefiro a bandeira embaçada pelo brilho nos seus olhos
Porque
Preciso acreditar que há humanidade neles
Preciso acreditar que me olha como um de mim
Assim,
Enquanto hastear bandeiras, me olhará como um pedaço de pano
E se as cores não forem as mesmas
É triste
Mas um de nós cairá
Para que a outra permaneça em riste.
domingo, fevereiro 23, 2014
Corpo Dessabido
Um sábio chinês que cansou de ser sábio um dia soube que não dava para dessaber. Mas como já sabia que estava cansado de saber, fingiu que disso não saberia e daquele dia em diante tudo ficou diferente. Reaprendeu a contar as flores e a nomear as coisas, a cantar amores e saborear amoras. Aprendeu amar tudo de outros jeitos. Resolveu pensar que talvez nem fosse chinês e aprendeu a falar o erre. Passou a controlar os soluços e a chorar quando tinha vontade. Conseguia provocar bocejos incontroláveis nas pessoas e a suscitar risos em reis. Divertiu-se em incontáveis vezes. Então, cansado de já saber tudo de novo, sentou em frente a outro dos sábios e perguntou: como dessaber de tudo, tudo mesmo, se eu como dessaber souber? O sábio olhou para ele com cara de quem o ignora, provocando uma pausa momentânea, pensativa, rispidamente respondeu: não sei.
quinta-feira, dezembro 12, 2013
Cosmogonia
terça-feira, outubro 22, 2013
Ao Corpo, Coragem
sexta-feira, outubro 18, 2013
quinta-feira, outubro 17, 2013
Corpo Desvelado
Mesmo aquela
escondida por trás do lábio roxo da droga
do cheiro esgoto da miséria
da boyzisse coca-cola
da arrogância intelectual e
do abuso de poder policial
do olhar perdido por trás do iPhone
do coco coberto pela toca
do ombro caído dentro da roupa
do peito espremido do pelo raspado do flagelo em viver
Tenho esse olhar safado de quem enxerga todo mundo mais feliz
Como se no rosto viesse uma nudez crua.
Por isso enxergo todo mundo bonito na rua.
segunda-feira, setembro 30, 2013
Corpo Ah Não
sábado, setembro 28, 2013
quinta-feira, setembro 12, 2013
C...r.......p..............
domingo, setembro 08, 2013
Ao Corpo que Vê
quinta-feira, setembro 05, 2013
Carta ao Corpo
sábado, agosto 03, 2013
quinta-feira, agosto 01, 2013
Corpo Mix
quarta-feira, junho 26, 2013
Corpo Perdido
quinta-feira, junho 20, 2013
Corpo Gigante
quinta-feira, junho 13, 2013
A Falência
quarta-feira, maio 01, 2013
Corpo Previsível
Se percebo o que percebo
Se percevejo é percevejo
Ou se o invisível é o que prevejo
Resolvo não me perguntar
Tão pouco visualizar
Deixo o visível como está:
Na rota do possível
E persevero o invisível como um leite derramado que ainda nem esteve no copo.