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quinta-feira, agosto 01, 2013

Corpo Mix

Antes era pão com manteiga, depois requeijão e hoje cream cheese.  Antes era pega-pega, depois ginástica e hoje cooper. 
Antes era conversa na janela, depois telefone e hoje smartphone. Antes era pôr do sol, depois televisão e hoje High Definition. Antes era lundu, depois Clube da Esquina, hoje Skol Sensation. Antes eram as estórias, depois livro de cabeceira, hoje best seller. Antes era saudosismo, depois ultrapassado e hoje PinUp. Antes era vida, depois sobreviver e hoje Happy Hour. Antes era estranho, depois diferente, hoje é Cult. Antes era antes, depois já é antes e hoje, logo mais, nem será. Antes era real, depois virtual, hoje Matrix.  Antes reclamava-se que nada será como antes, depois reclamava-se de tudo e hoje tudo e nada não se diferenciam, são um Mix. 

quarta-feira, junho 26, 2013

Corpo Perdido

Sou todo energia... já dizia o poeta da física. Atravesso-te em feixes de elétrons e depois me perco. E depois me acho. E depois me perco, depois me acho. Depois me perco e me acho. Sou todo signo... já dizia o poeta semiótico. Atravesso-te em significados e me perco. E depois me acho. E depois me perco, depois me acho. Depois me perco e me acho. Sou todo político... já dizia o poeta comunista. Atravesso-te em ideologias e depois me perco. E depois me acho. E depois me perco, depois me acho. Depois me perco e me acho. Eu sou o samba... já dizia o poeta da Portela. Atravesso-te em notas de cachaça e depois me perco. E depois me acho. E depois me perco, depois me acho. Depois me perco e me acho. Sou todo nada... já dizia o poeta da filosofia e depois me perco. Depois me perco e... só me perco. Só me perco...

quinta-feira, junho 20, 2013

Corpo Gigante

O gigante acordou. (bocejo). São seis horas da manhã e ainda nem enxerga direito. Mal dormiu, #partiu pro chuveiro. O olho arde sem saber se vem do sono não dormido ou do xampu barato vendido no mercadinho de periferia. Lava o saco como se limpasse o mal humor de uma vida farta e vai, ali, esquecendo que já são seis e meia enquanto perde-se nos pentelhos. (boceja). São oitenta quilos que mais parecem cem. Um café engolido as pressas, uma fatia de qualquer coisa, um beijo na esposa, um trem de desalento. (bocejo). Tá faltando comida na geladeira. 

O gigante acordou. Foi à feira, carregou batata, atualizou o preço do tomate na placa, anunciou que o preço é bom e não vai sobrar nada pra xepa. Recolhe a barraca. (bocejo). São trezentos quilos de ferro e lona que mais parecem quinhentos e cinqüenta. Deixa o lixo alí pro alguém ter trabalho. Faz a conta do dia e se dá conta que vive pra fazer dinheiro. 

O gigante acordou. (bocejo). Hoje é dia pra noite. Pegaram sua luva por engano e atrasou a saída do caminhão de lixo. Tinham que fazer três ruas por uma e na correria ia acabar ficando serviço sujo. Ano passado a caixinha foi fraca, é melhor melhorar pro final desse ano ficar bonito. (bocejo). Hoje tá foda. Fazer rua do centro é catar na bosta e no mijo. Quase confundir craquero com entulho, alí no canto da rua. Mas a diversão é zoar com as putas, que retribuem mostrando a bunda pro operário fudido. (bocejo). 

O gigante acordou. (bocejo). Foi à forra. Travesti de 1,90m não leva desaforo pra casa. Mas se juntam três carecas, uma chave de roda, um soco inglês e uma corrente de aço apertada no pescoço, o pra casa nunca chega e a rua fica ainda mais solitária. Hoje não tem bocejo, tem ultimo suspiro sufocado e o bafo frio de qualquer dessas geladeiras do IML.

O gigante acordou. (bocejo). Foi à missa do Domingo, que atrasou. O padre passou mal... mas dizem que foi algo com o coroinha, na verdade. Só que se cala, se ajoelha e se reza. Não se blasfema com a fofoca alheia. (bocejo) Que chegue a óstia antes do futebol. Vou perder a hora, o apito, o churrasco e o samba. 

O gigante acordou. (bocejo) Mas em suma nem durmiu. Em suma, vai sumindo. De vez em quando lembra que tem parente... isso quando dá folga no batente. Mas é quase nunca. (bocejo) Quase nunca não é segunda-feira. Quase nunca não é. Quase sempre o gigante é bem pequeninho. 

quinta-feira, junho 13, 2013

A Falência

Jesus 
Desce já da Cruz
Seu moleque
Jesus
Que não desce da Cruz
Seu moleque
Que não desce
Vem cá
Vai ficar vendo tudo, paradão, aí de cima
Desce o Monte Everest, preza aqui embaixo cu'nóis
Na casa do cacete, no cu da mãe Joana
Desce
A Cruz ninguém pertence
Nem ao homem e nem ao mito
A Cruz é espírito, é símbolo
Desce já do signo seu moleque
E vem brincar de cabra cega
Bezerro chucro da manjedoura
Mais vale a fé do que a cenoura

Desce já
E não me faça à sua semelhança enquanto filho do homem
Homem falido

Sou filho só daquele foi morto com um tiro
Só dele sou filho

Então
Desce da Cruz e valha-me enquanto a navalha corta a carne
Enquanto a bosta fede a bosta. 
A bosta fede diferente
No pobre e no rico
No trono e na sarjeta

Inverta
Desce da Cruz e bota outro em seu lugar
Divida esse peso, você pode sair daí
Chega de ficar pregado a morte inteira
Desiste de 'nóis'
O ser-humano foi a falência, 
não há mais mártires, só tarja preta
Seguem aos montes, as carnes, os ossos
Quebrados, na osteoporose miséria
Alucinados por remédios contrabandeados pela indústria farmacêutica. 

Desce da cruz, Jesus
Precisamos de mais gente na lubuta
Pra dar e receber tapa na cara
Tanta face ingrata que nem vale dar a outra. Pra quê astuta?
É tanto cego, tanta lepra, tanta puta
Que falta milagre, sobra luta
É tanto tiro e tanta reza, tanto ferro e tanta gente se ferra...
Que não sei mais qual conduta
Qual a porra da disputa

Escuta, escuta...
...Então,
desce da cruz e vê se me ajuda
Cá embaixo, nos estilhaços dessa vida humana imunda
Que só afunda, afunda, afunda

Jesus desce da cruz
Desce da cruz e vem brincar cá embaixo co's muleque
Não precisa sermão, Nike ou Rolex
Traz uma bola, um poema, uma bike e Diz pro chefe que agora é greve se ele não liberar a fruta
Pro-i-bir
Avisa
Não precisa mais vigília
Não precisa de perdão
Chega de pecado
Chega de ilusão
Agora é cá embaixo que me re-ligo, uns aos outros, ser-humano e ser-humano
Nessa tal religião.






quarta-feira, maio 01, 2013

Corpo Previsível

As vezes me pergunto se o que vejo é o que vejo
Se percebo o que percebo
Se percevejo é percevejo
Ou se o invisível é o que prevejo

Resolvo não me perguntar
Tão pouco visualizar
Deixo o visível como está:
Na rota do possível
E persevero o invisível como um leite derramado que ainda nem esteve no copo.

quinta-feira, janeiro 10, 2013

Me defino como que nada me define

Há quem diga que estamos vivendo agora uma crise irreversível de identidade, que é algo surgido no final do século passado a partir do mundo globalizado e que toma cada vez mais força nesse início de milênio. Há quem olhe a questão pelo ponto de vista social, há quem considere os aspectos economicos e de mercado, outros preferem um olhar psicologizante de todo e qualquer processo, e por aí vai... eu não sei. Talvez eu prefira olhar e não entender, ou não tentar entender a patir de ferramentas das quais pouco tem nos ajudado (mesmo, muito pouco têm nos ajudado as áreas do conhecimento segmentadas que surgem aos montes em benefício de tão só aumentar o nosso arsenal tecnicista, ao invés de criar processos de construção e desconstrução ininterrupto de conhecimento). Só olhar que a identidade (a minha, a sua, a do centro, a da periferia, a de sua etnia, a de sua condição social) é coisa do passado e a moda infelizmente ainda não é a de aceitar que a diversidade se apresente como é. Os nazistas apresentaram o seu ponto de vista sobre a identidade, aquela que vem de fora para dentro, de quem TE olha e não de quem SE olha. Sistematizaram níveis de identidade nos campos de concentração a partir de triângulos fixados nas vestes dos prisioneiros. Os judeus usavam o triangulo negro, os ciganos o marrom, o homossexuais os rosas, os dissidentes políticos os vermelhos. E vemos hoje toda uma reprodução de valores e preconceitos com "identidades" fixadas por hegemonias que misturam como bem entendem poder assassino e cultura. Minha família provavelmente usou um triângulo negro, ou marrom, não sabemos ao certo, antes de vir para o Brasil. E nossa história ficou perdida em algum navio transatlantico. Quando paro e penso se minha origem me define, penso que não. Nada me define, na verdade, além de que me defino como que nada me define.

 





 redbiancoenero.wordpress.com/2010/01/25/porrajmos-lo-sterminio-dimenticato-dei-rom-2010/

quinta-feira, outubro 25, 2012

Corpo Melado

Cheiro beijo úmido cheiro beijo úmido toque úmido cheiro beijo toque laço úmido cheiro beijo úmido toque laço abraço úmido beijo cheiro beijo toque abraço laço
Pernas abertas virilhas ciumentas
Úmido cheiro toque abraço beijo
Entre pernas abertas toque
Cheiro laço úmido virilha aberta costas lisas beijo
Ciumento abraço toque pernas abertas virilhas abertas abraços abertos apertos laços abertos mais perto penetro
Corpo fechado
Cheiro de mel.

quarta-feira, outubro 24, 2012

Corpo Bem Zen Mal

Meu bem
Não me peça espetáculo quando estou todo ensaio
Não me peça preparo quando estou todo acontecimento
Não me peça ordem quando estou todo confusão
Não me peça caminho quando estou bifurcação.

Meu zen
Me peça barulho se estou na nua carne do ser
Me peça enxoval se perceber um algo mais
Me peça uma reza para sua missa dominical
Me peça pecado quando estiver baixo astral

Meu mal
Me perca no umbigo e me ache
Me ache nas veias e se mostre
Se mostre centelha e me encharque
Me encharque de sangue, xeque-mate

quarta-feira, outubro 10, 2012

Corpo Vingança

Um bandido, que é uma pessoa, mata um PM, que também é uma pessoa. Então a PM, que é uma instituição, mata 5 suspeitos, que são pessoas. Pode ser então que 5 bandidos, pessoas que são, matem 5 PMs, também pessoas. E então, talvez, a PM, que é uma instituição, mate 25 suspeitos, que são pessoas. Quiçá 25 bandidos matem 25 policiais, gente matando gente, e a PM, que é uma instituição resolve matar 225 suspeitos. E então 225 pessoas, que talvez nem fossem bandidos, resolvem matar 225 PMs. Então toda uma corporação, feita de pessoas submetidas a uma instituição-estado, se organiza para matar 1125 suspeitos, pessoas que ironicamente também são o Estado em sua constituição de direitos deveres. Ou seja, são pessoas matando pessoas, no patamar humanitário, e Estado matando Estado, no patamar político-social.

A questão é... no nível pessoal: uma pessoa, que poderia ser policial ou bandido, matou meu pai, uma pessoa também, para roubar o carro da empresa em que trabalhava - pessoa jurídica do corporativismo multinacional, criada para lucrar com a exploração do trabalhador e dos recursos naturais controlados pelo Estado. A instituição polícia não fez nada, arquivou o processo e o caso é uma incógnita. A instituição empresa multinacional perdeu o bem carro e o bem funcionário, que alugava mediante salário razoável, e ajudou a familía nesse momento difícil com o enterro. O vizinho que viu tudo também não fez nada, cidadão de direitos e deveres, preferiu calar por medo ou comodidade mesmo.

Eu, ser-humano que sou, que ouvi tudo acontecer e vi cruamente de perto o desfecho, com sede incontrolável de vingança, colocaria a polícia, o bandido, o vizinho e o patrão multinacionalista de mãos dadas. Me armaria de armamento pesado até os dentes. Engatilhava a sanfona e dispararia acordes maiores, menores e dissonantes no peito de todos. Puxaria um Si menor na sanfona e convidaria a todos para dançar uma ciranda, dança de roda para as crianças que, como pessoas, todos um dia foram... O militar, o civil, o Estado e a indústria.

A isso daria o nome de Roleta Brazuca ou O Dia em Que eu Fiquei Zica... Depois colocaria as fotos no facebook pra vcs curtirem de seu confortável sofá ou cadeira de escritório.

terça-feira, outubro 09, 2012

A gente esquece de olhar o céu.
A gente esquece de olhar
A gente esquece
A gente
Esquece
Da gente.
A gente esquece de olhar o céu.
A gente esquece de olhar
A gente esquece
A gente
Esquece
Da gente.

quinta-feira, outubro 04, 2012

quarta-feira, outubro 03, 2012

Corpo Esquema

O esquema é ser rico...
De poesia e de prosa
E só querer ter carrão
Tipo uma Kombi pra levar a galera

O esquema é ter costas largas...
De tanto tocar sanfona e voar no trapézio
Ser influente
Influenciar pro bem a molecada

O esquema é só ter esquema com magrela...
Dar carona na garupa da bicicleta
E correr tocando campainha dos outros
Pra dizer que no bairro vai ter teatro de graça

O esquema é tentar a sorte no jogo...
De fim de semana, no futebolzinho que a gente tanto ama
E não faltar com amor na cama
Na mesa e no olhar mesmo pra quem desanda, se arma e desama

O esquema é ferrar com tudo...
Ferrar com tudo que põe ferradura em sonho
E partir pra guerra
A guerra contra os valores que encabrestam todos

Ora, então ponho
Ponho mesmo
Ponho meu verbo no mundo.
Deponho meu esquema vadio,
Ofereço meu corpo.

Ponho
Ponho emoção no pensamento e penso que desisto de criar caso só pra ver se crio outro

Outro
Outro
Os outros
Outras possibilidades do impossível. Talvez a periferia não seja invisível

Então o esquema é ir pra cima...
Fazer amor
Por cima e por baixo
Ir pra praça e pra rima

Depois que começa...
Nunca termina

sábado, setembro 08, 2012

quinta-feira, agosto 30, 2012

Pseudo-sociedade

Porra de sociedade acomodada do caralho.
Acomodada com seus pseudo-empregos
Acomodada com seus pseudo-casamentos felizes
Acomodada com sua pseudo saúde
Acomodada pela sua pseudo-cidade.
Acomodada.

Porra de sociedade frígida do caralho
Frigida com seu pseudo-status
Frigida com seu pseudo-delírio
Frigida com sua pseudo-utopia
Frigida pela sua pseudo-fé.
Frígida.

Porra de sociedade carente do caralho
Carente de atenção de seu pseudo-patrão
Carente de alegria de seu pseudo-time-de-futebol
Carente de emoção de sua pseudo dramaturgia televisiva.
Carente.

Porra de sociedade careta do caralho
Careta com sua pseudo-consciência drogada
Careta pelo seu nerdismo de pseudo-avanço-tecnológico
Careta pelas suas pseudo-filosofias de autoajuda
Careta por suas reais mascaras sociais.
Careta.

Porra de sociedade vazia do caralho
Vazia pela sua pseudo-religião
Vazia pela sua pseudo-educação
Vazia pela real falta de poesia
Vazia pelos pseudo-corpos que andam por aí robotizados.
Vazia.

Porra de sociedade autoritária do caralho
Autoritária pelo pseudo-carinho familiar
Autoritária com sua pseudo-verdade das frases prontas
Autoritária pelo pseudo-senso-coletivo da democracia representativa
Autoritária pela pseudo-ignorância, disfarçada de pseudo-humildade
Autoritária pela falta de real noção altruísta.
Autoritária.

Porra de sociedade insensível do caralho
Insensível com suas pseudo-músicas de sucesso
Insensível com seus pseudo-orgasmos e suas pseudo-mentiras disfarçadas de pseudo-verdades
Insensível por sua pseudo-fidelidade
Insensível pela real ganância inescrupulosa provocadora de pseudos e insaciáveis buracos negros.
Insensível.

Porra de sociedade covarde do caralho
E seus preconceitos.
Porra de sociedade.

Porra de sociedade egoísta do caralho.
Egoísta por seu pseudo-voto
Egoísta com sua pseudo-propriedade
Egoísta com seu pseudo-conhecimento-pós-doutorado
Egoísta com sua constante retórica
Egoísta com seu pseudo-ouvido
De si para o outro, oferecer somente pseudos-sentidos.
Egoísta.

Sociedade de pseudo-gramática
Sociedade que me pariu,
Puta que pariu,
Paremos, descemos do mundo e que, portanto, pariremo-nos de volta.
Embora sociedade histérica, não somos ainda, no limite da corda bamba, uma sociedade estéril.

?

Porra de sociedade estéril do caralho
Porra de pseudo-sociedade...

sexta-feira, julho 27, 2012

O Corpo da Curva


O que é uma curva?
O caminho mais longo entre dois pontos; ou seria a mais curta poesia do destino?
A curva é bela. Sinuoso instante, lascivo declive curva de serra
Encerra a história ou reinicia a breve passagem dos seres na terra?
Porque nem a linha do trem é reta
Nem a seta, nem a meta, nem o papo, nem o som
Tem curva na onda
É curva a vibração
O que não pode é seguir direto nela, sem escorregar por seus envolvimentos tortos
A lança reta desvela a fúria dos rodeios
E a íris confunde-se com as cores dos arcos.
Um volteio manso pode ser desvio mortal.
Não há o que esperar da curva
De bala reta, resvala, se for a curva animal.

terça-feira, julho 03, 2012

Rapidinha com Marília Gabi Gabriela da minha imaginação

Quem te pariu?
Talvez as vozes...

Quem te criou?
Talvez as vozes...

Quem te matou?
Talvez as vozes...

As vozes de quem?
Talvez as de Deus...

As vozes de amém?
Talvez as do Estado...

As vozes da lei?
Talvez as da sociedade...

Quem dormiu com você?
Talvez as ditas preocupações para com a moral, o trabalho e a boa vizinhança.

O que se passa na sua cabeça?
O gozo
E na minha Clareza as idéias.

O que se passa?
Vidraça

O que se reza?
A ladainha e o berro do gado

O que se preza?
As vidas possíveis...

O que acomoda?
Nada. O peixe nada por não estar acomodado.

O que embola?
Baque virado.

Salta?
Açúcar!

Canta?
Arranco

Representa?
Crio.

Tormenta?
No cio!

Rebate?
Quem te pariu?

Talvez as vozes...

Eu que pergunto agora...

O que te desenvolve?

quarta-feira, junho 13, 2012

Corpo Na Moral

Então,
Não é que agiste mesmo
Na moral...
Igual, se essa quebrada se concerta
Deixa de ser errada e segue a seta.
Correto?
Mas e aí,
Quem diz qual o rumo que temos que seguir por certo?
Certo pra quem, seta de quem,
Hein?
Então,
Não é que agiste mesmo
Na moral e nem se deu conta...
Porque sou eu que presto contas
Eu, você, você e você.