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sexta-feira, junho 22, 2007

Corpo astral acessado pela internet

Pra quem quiser, eis meu mapa astral...

by Cigano.net

- Este é um Mapa Astrológico Interpretado por computador e não possui a pretensão de ser conclusivo.
- Os cálculos apresentados são exatos para os dados informados.
- Não estão interpretados os Planetas nas Casas nem o Ascendente e o Meio do Céu.
- Apenas um bom Astrólogo numa consulta pessoal pode fornecer indicações completas.

- Mapa Astral para Leandro
- Nascido em Guarulhos às 05:30 do dia 25/11/1984
- Longitude: 46W32 Latitude: 23S28 Fuso: 3
- Não foi informado Horário de Verão
- Verifique se os dados acima estão corretos antes de ler seu Mapa Astral Interpretado
Planeta Longitude Em que signo?



Sol
03 SAG 16

Sagitário
Lua
04 CAP 42

Capricórnio
Mercurio
24 SAG 58

Sagitário
Venus
13 CAP 39

Capricórnio
Marte
07 AQU 13

Aquario
Jupiter
13 CAP 23

Capricórnio
Saturno
20 ESC 44

Escorpião
Urano
13 SAG 12

Sagitário
Netuno
00 CAP 10

Capricórnio
Plutao
03 ESC 17

Escorpião
Quiron
06 GEM 33

Gêmeos
Nodo Lunar
27 TAU 30

Touro
Ascendente
07 SAG 06

Sagitário
Meio Ceu
23 LEO 06

Leão
Vertex
29 ARI 49

Aries
Capítulo 1 - DESCRIÇÃO GERAL
Por temperamento você é pessoa ambiciosa, reservada, prudente, austéra, trabalhadora, mas calculista, pois almeja alcançar uma posição de destaque social. Oscila entre a economia e a avareza. Os sentimentos e as emoções dos outros não lhe comovem.

Capítulo 2 - TEMPERAMENTO E EMOTIVIDADE
Você é jovial, simpático, cordial, entusiasmado, franco, filosófico e paternal. Gosta de viajar, conhecer pessoas e lugares e adora sua liberdade. Contudo, tende a precipitar-se em suas conclusões e fica deprimido quando está ansioso.

Capítulo 3 - MENTE E COMUNICAÇÃO
Sua mente é filosófica, independente e liberal, interessada em conceitos amplos nas áreas de educação, política e filosofia, direito ou religião, embora muito ligada a moralidade em voga. Apesar de seus conceitos avançados nem sempre é o dono da verdade.

Capítulo 4 - SENSIBILIDADE E AFETOS
Sua sensibilidade é bastante limitada, fazendo com que seja controlado, reservado e formal em questões sentimentais. Na juventude prefere namorar com pessoa mais velha e, se casar tarde. É leal e constante para com seu amôr.

Capítulo 5 - ATIVIDADE E CONQUISTA
Você gosta de participar ativamente de um negócio, clube ou organização e costuma encorajar para cada um cumprir sua parte no esforço do grupo. Você é pessoa progressista e dinâmica e tem sucesso no mundo dos negócios.

Capítulo 6 - SENTIMENTO E ÊXITO
Você prefere o trabalho profissional, não se incomoda com suas formalidades e gosta de ocupar uma posição de influencia, já que para você é importante fazer parte das altas rodas. Pode ter êxito nos negócios, função publica, educação e política.

Capítulo 7 - ESFORÇOS E LIMITAÇÕES
Você é pessoa bastante reservada a respeito do que verdadeiramente acha e sente e tem dificuldade para manifestar-se abertamente. Você costuma lutar contra seu próprio subconsciente e ter problemas de comunicação com as pessoas mais chegadas.

Capítulo 8 - ORIGINALIDADE E INDEPENDÊNCIA
A liberdade de expressão em qualquer campo é extremamente importante. Adota prontamente os novos conceitos religiosos e tende fortemente para a parapsicologia e metafísica. É compassivo, otimista e liberal, tem senso de humor e gosta de viajar.

Capítulo 9 - IMAGINAÇÃO E PSIQUISMO
Apesar de interessar-se pela meditação e ensinamentos antigos, tende a evitar o misticismo metafísico e as manifestações psíquicas. Você esta mais voltado para aplicar as descobertas, invenções e sua natureza espiritual para melhorar a vida diária.

Capítulo 10 - TRANSFORMAÇÃO E DESTINO
Sua intensidade emocional, sensibilidade em relação ao meio-ambiente e curiosidade por tudo que ainda não foi revelado, impulsionam-no a penetrar, profunda e, ás vezes, implacavelmente nos mistérios da vida.

Os pontos mais relevantes de seu Mapa Astral
- Você é muito carente emocional e sentimentalmente. Sua melancolia e pessimismo fazem com que os outros acabem por evitar-lhe. Sua timidez e falta de confiança em si mesmo, dificultam suas relações intimas com as pessoas do sexo oposto. Ë preciso corrigir esta tendência através de exercícios que aumentem a confiança e a auto-estima.


- Você consegue expressar os seus sentimentos em toda sua extensão e é capaz de fazer com que os outros também cheguem a desabafar. Está muito interessado na psicologia profunda e nutre sentimento a respeito de maternidade e família.


- Sua disposição alegre, otimista, cordial, sociável e generosa atrai a boa sorte e companhia. A prosperidade é muito importante para si e você pode alcança-la através de seu talento artístico natural.



Assim me lê? Me leia Lê, somente... experimente...

quinta-feira, junho 21, 2007

Desde sempre sou menino
Homem
Prematuro
Pra não dizer precoce
E ativar um trauma de libido
Limbo
Da pedra que escorrega
O discurso da ação
Escorregadio é o que prestamos
e Emprestamos
De serviços
Um corpo, um papo, um chamego sem sapato?

Deve ser coisa de sagitariano
Com ascendente em sagitário
Queda em escorpião
E lua em capricórnio...

Procuro ainda meu sol

Desde sempre sou Homem
Menino
Me nino em cafuné
Como uma punheta de carinho
Me faço próprio dormido
Nos roncos encaminho sonhos
Advertivos
Que não lembro depois
Me nino sem boi da cara preta
Os muitos são de quando acordo
E viro a corda
E ouço a música
E vejo o mundo

Deve ser coisa de sagitariano
Com ascendente em sagitário
Queda em escorpião
E lua em capricórnio...

Pelos tempestivos ares de seu
Ir além da pele é transpelar
a Epiderme
Pelar a frigideira e fritar essa moral
Que nos repele
Doer
De vez
Pelo não doer aos poucos
Ansioso?

Deve ser coisa de sagitariano
Com ascendente em sagitário
Queda em escorpião
E lua em capricórnio...

Como do centro saiu o caroço
Do meu estômago reparo o osso
Duro de roer
Ao que proponho é a não mesmisse das coisas
Revertidas em outras situações
A sua própria natureza
Percebo do mesmo um novo endereço
E só
E o nó?
Ai que dó se for assim mesmo
Me digam errado, se de acertos é feito o mundo
O empreendimento perfeito de Deus
Em seus planos de negócio
O humano é ócio

Deve ser coisa de sagitariano
Com ascendente em sagitário
Queda em escorpião
E lua em capricórnio...

Será?
E se nasci no dia errado?
Ou assim me registraram
Programando-me aos impulsos zodiacais
Zoodiacais
Sei que sou mesmo um animal

Deve ser coisa de homem-cavalo
Com ascendente em homem-cavalo
Queda em escorpião
E lua em um bode chifrudo que só
Pasta,
Pasta...
Pasta.
Para ir além da loucura
Transpiração

segunda-feira, junho 18, 2007

Corpo Além Trans

Para ir além da forma
Transformação,
Ir além do verso
Transverso,
Ir além da pedra
Transita,
Ir além da aparência
Transparência,
Ir além da ação
Transação,
Ir além do "a"
Transa,
Ir além do "e"
Transe,
Ir além do soco
Transpunho.
Mas o certo seria "ponho"
Então,
Para ir além do colóquio
Transponho,
Ir além da ferida
Transpus
Ir além do padrão
Transviado,
Ir além do caminho
Transmissão,
Ir além da arma
Transporte,
Ir além da estrada
Transposto,
Ir além do ego
Transmitido,
Mesmo se metido
Renego
Ir além do que afirmo.
Transfiro o fino,
Engrosso o nexo
Para ir além do sexo:
Transex
Mas só quero ir além do ar
Transar,
Transar...
Transar.

segunda-feira, junho 11, 2007

As vezes ao que pressinto gostaria que não fosse verdade, só meia dela, que, num dado momento, enxergasse que a meia mentira, outra metade, se revelasse como um devaneio dessa mente perigosa. Mas penso com o corpo, talvez por isso as verdades me cheguem assim inteiras. Leio o todo, as pernas, as mãos, os olhos... muito pouco as palavras: elas só dizem conceitos, só sai delas pensamento. Intuí, algo estava por vir... e veio. E tudo sempre vem, porquê? Verdades inteiras, sem chá de cogumelo. Chegam num bloco sem trégua e sem tempo de organizar essa minha confusão toda, fico. Mesmo que o gostoso da confusão seja ela. Fico. Estou fincado num circo de quatro mastros, não tem mais volta, porque não quero... A verdade de tudo são as contradições. Até que ponto elas acontecem sem virar incoerência? A incoerência é propriedade privada... contradiz o coletivo de sensações. Por, tanto, fico sem dizer e sinto-te à vez de que percebo em versos moles uma inconstância gelatinosa: que balança, mas não cai, no máximo derrete, vira outra coisa. Virando e revirando vamos nesse desespero do improvável, nos revelando ao mesmo tempo que nos construímos proibidos. Até o dia em que tudo será repermitido, como antes de Adão, Eva e os contos de fada disneylandinos...

sábado, junho 09, 2007

Corpo Lança

Arre São Jorge
A viagem recomeça
Retire os vanguardeiros e siga-me
Em promessas e destrezas
Numa reza
Derradeiro é o não-se-encerra
Sim a derrama pro semeio
Desta terra nasce o pão
Se são manifesta
O caminho que faremos

Arre São Jorge
O boi tá encabeçado
A viagem recomeça
Idade Média baixa
Dos vinte e poucos
Nasce a festa
E chega o gozo
São Jorge
Numa reza evoco a lança
Pra despontar este falo sobre os meus monstros

Arre São Jorge
Cheio de força
Da mãe lua quero o prata
E do prata quero o ouro
Dou-o depois
Aos montes e às serras
Pra viver das serestas
E te pedir, só, em reza um dragão pra matar de novo

Arre São Jorge
Me manda dragão
Arre São Jorge
Me manda dragão
De dia guerreiro
A noite amante
De dia e de noite
Guerreiro-amante
Com lança na mão
Resolvo tudo de corpo inteiro
Avante guerreiro
Avante guerreiro

Rogier van der Weyden - Saint George and The Dragon - 1432/1435

quarta-feira, junho 06, 2007

Corpo Inconstância

Uma vez me perguntaram se seria galã de novela. Respondi que galo de briga não nega, mas depende das cinrcunstâncias.
Uma vez me perguntaram se estava de bem com a vida. Respondi que da vida entendo pouco e a conheço mais aos poucos ainda, mas depende das circunstâncias.
Uma vez me perguntaram se ficaria mais uns dias. Respondi que a volta pede viagem e a saudade chama estrada, mas depende das circunstâncias.
Uma vez me perguntaram se a chuva é que resfria. Respondi que o sol é que traz chuva, de seu calor surge a nuvem e da massa de ar é que vem gotas grossas ou finas, mas depende das circunstâncias.
Uma vez me perguntaram se eu era burro. Respondi nada não, fiquei bravo só, mas, pensando agora, se dele tenho ao menos as orelhas, depende das circunstâncias.
Uma vez perguntaram se eu era bom aluno. Respondi que levo a sério o que me proponho, o único problema é se, no meio da aula, me proponho outra coisa, depende das circunstâncias.
Uma vez me perguntaram se o sol nasce no leste e se põe no oeste. Respondi que sim, sempre, mas se convencionarmos que o leste chama oeste e o oeste chama leste, o sol nasce na Lapa e morre na Penha, mas depende das circunstâncias.
Uma vez me perguntaram se sou engraçadinho. Respondi que sou sério, tímido, não bebo, não fumo e nem faço karatê, pinto, bordo e faço crochê, mas depende das circunstâncias.
Uma vez me perguntaram
E perguntei de volta
Será que tudo assim é tão verdadeiramente verdadeiro?
Me responderam:
Depende das circunstâncias
Repliquei
Então continuarei minhas andanças
Por aí
E aí,
Uma vez me prguntaram se eu era desse planeta. Respondi que sim, planeta guerra, planeta...

terça-feira, junho 05, 2007

Corpo Tetra-Pak

"TetraPak, protege o que é bom"

Não lembro do professor ter dito esses slogan lá no Teia de Pensamentos, mas ví numa propaganda deles hoje e achei interessante... pelas circunstâncias claro. Esse pacote, embalagem, herméticamente fechada, impede que o produto se estrague, protegendo-o do calor, luz e umidade, uma redoma feita de papel, alumínio e plástico.

As vezes me sinto dentro de uma embalagem Tetra-Pak, sendo protegido, pasteurizado pelos valores da sociedade, aguardando para ser consumido puro e sem conservantes, limpo de moral e cheio das propriedades dos bons costumes, dos bons modos. Branquinho como leite, desnatado, sem gordurinhas, sem formar nata, vendido no Pão de Açúcar dos Jardins, ou do Leblon, pra agradar aos cariocas. Quem me compra são dondocas e quem me serve são as empregadas. O consumo se dá rápido, e o Tetra, depois pode ser reciclado. O que estava dentro, no cu do homem, vira merda.

Artaud tem uma frase interessante, que tive de decorar (não só a frase, mas um texto inteiro) para um espetáculo: Tudo que cheira a ser, cheira a merda.

Tetra - quatro, em grego. E os gregos... tão antigo tudo isso... não se faziam de rogados e mandavam ver nas "imoralidades" até que foram cristianizados....

Pak - embalagem em inglês. E os americanos... tão novo tudo isso... sempre se fizeram de rogados, mas no fundo são uns safados...

Tetra-Pak - Grego-"Americano" - Quatro Safados? talvez... seria essa a versão brasileira?

Brincadeiras a parte... brincadeiras.

domingo, maio 13, 2007

Corpo-espaço-tempo

Tem momentos na vida que são decisivos e marcam uma virada sem volta. Nada mais será como era antes, nada, um vazio pra peenchermos com coisas novas. Não tem, não tem mesmo volta. Adiante é o caminho da gente... até, como diria Guimarães, começarmos a trafegar pra cima. Pras estrelas. Por enquanto nos resta vagar pro desconhecido e esperarmos a certeza, única, que nos resta. Enquanto não vem essa visita do fim, preservo o cultivo da sabedoria, do acúmulo de experiências no dia-a-dia, o real proveito que elas me trazem. Quero ser um dia um velho sábio. Assim sinto que vivo, triste, por hora, é verdade, mas vivo. Mais transparente pra tudo, sincero, sempre, pra não enganar a mim mesmo. Aos outros me construo e me reflito, nessas atitudes. Talvez por isso tanto me confiam... e agradeço.

Talvez fique sem escrever por um tempo. Pelo menos por aqui... volto quando meu corpo sentir que é hora. Por enquanto escreverei por aí e ouvirá quem por hora estiver no lugar certo e na hora certa. Escrever com o corpo no espaço, improvisar, ensaiar, criar minha Carta ao Corpo pra preencher cantos vivos, em matéria palpável, em aglomerados de gente que te vêem e te tocam. O fato é que quero troca, sincera, sincera troca presente ligada no momento faiscante emocionante política sensata entre dois seres entre o mundo pro cosmos

!

Assim, fico assim. Escrevendo minha carta. Cento e poucos textos por aí, na internet, aqui e em comentários de outros blogs. Agora me ache se me perseguir nas veredas que frequento. Em corpalma de baixo de um teto ou numa arena a céu aberto, a descobrir na ação do texto o que aqui construí em pensamento

E poesia.

Deito e espero um deleite
Criativo
A cabeça revira enquanto inquieto
Escuto quieto o meu quê hiperativo
Tremo e sorrio
Arrepio
De repente um frio e vejo
Estou suspenso
Suando fino
É o começo do que percebo
Ser o momento primeiro de quando crio.


Nos vemos em corpespaçotempo.

quinta-feira, maio 10, 2007

Parafraseando Leminski

"nisso eu sou primário
amor pra mim
vem do caralho"

Não só pra mim... basta mudar as desinências de gênero e substantivos do sexo. Como não percebi isso antes? Até mesmo nos anjos, percebe? Ah esses corpos que me enganam... e me enganaram tanto tempo... tisc tisc... romantismo é esconder o amor humano, que vem da carne, é eufemizar a visceralidade. Pois assim, amor do ventre, não é mais belo? Bom, em três linhas Leminski já disse tudo. Paro por aqui...

quarta-feira, maio 09, 2007

Corpo Pragmático: da utilidade prática do corpo.

I-

Bem,
Me quer?
Mal
Me quer
Se quiser mal, bem...
Bem mal será o que quer.
Praga!
Pragmatismos...

II-

"Segredos de liquidificador"
no ouvido?
no pé, perdeu
nó... ó: resolveu?
Confuso esse capítulo
Cazuza, licença à sua música
(Cantando) "Segredos de liquidificador"
nó: ó... entendeu?
Não pense, que esquenta.
Experimenta
Pragmatismos...

III-

Gostoso
Corpo
Doce
Gelado
com quente
Contente
Namorado
Chefe de Cozinha
Passa a faca
E serve à mesa
O próprio corpo cozinhado.
Um bom vinho
Boca boa e bom bocado
Um bom queijo...
Um bom beijo...
Pragmatismos...

Bon'Apetit Bon Voyage

terça-feira, maio 08, 2007

Um mais um nem sempre é dois
Felizes casais
Esperto demais se voltar atrás
Nessa bobagem
De querer a eternidade adiante no cais
Nas juras de paz
Há tristeza demais nessa miragem

Pelo ar, distante aberto,
Viajar no mar deserto
De vontades
Distoa do que o outro quer
Não mais estar
Por perto, ficar
Sem mais me beijar
O sonho não é mais concreto

Desatar o ego
E seguir no enlace
Cortando o nó cego
Se quero repego
Eu passo e me esfrego
Sem dar
Pinta de solitário
Está bem, tudo bem
Eu fico assim sem
Compromisso sério

Essa visão de se
Contradizer
É o que me faz viver
Volto pra cama
Espero, me chama
Numa chama acesa
De mulher em lar
Alguém pra amar
No fundo falta mais
Um travesseiro.

Volto pra cama
Espero, me chama
Numa chama acesa
De mulher em lar
Alguém pra amar
No fundo falta mais
Um travesseiro.

segunda-feira, maio 07, 2007

Solto Corpo

Da tristeza ficam as horas seguidas de felicidade. É esse movimento indovindo das horas preenchido de acontecimentos com sutilezas que dão real importância. Não quero essa alegria eterna, porque não quero uma alegira monótona. Variar nas sensações, reações, conversivas, dispersivas, diversas adversas, é trazer pra si conhecimento, e saber reconhecer-se nas diferentes posições de estado de espírito. Assim sabemos melhor do nosso corpo, de cada póro. Assim sabemos melhor. No final, na velhice, quando damos conta da não eternidade junto à eminência direta da morte, olhamos pra trás e fechamos a conta pra balanço. E ficam as lembranças sem julgamento, as imagens e as sensações. Felizes ou tristes? Bem ou mal? Bembem, malmal, malbem, bemmal... não importam as deduções superficiais dicotômicas. Tudo será encarado com sabedoria. Enquanto, por, deguste o momento e aja no instinto do prazer ou sofrimento. Aprenda consigo, temos muito mais a nos ensinar. Um novo amor, o velho renovado, um sentimento alastrado de solidão, ou o cultivo de uma amizade, mesmo, ser sexual, a família e os animais, a natureza e a tecnologia, a ciência, a religião, a arte e a filosofia, serão um corpo além do conceitual. Esponjamos enquanto andamos por aí. Se me Lê, me leia assim esponja. E solteiro. Solto, solto. Agarrado só se for ao vento. As vezes jogado contra uma vidraça, as vezes trepado num galho de trepadeira. As vezes no pico da montanha, as vezes num varal com roupa de cama. Vezes como folha, vezes como pássaro. Certeiro no vagar-voar por aí. Triste ou feliz, vagueio. Avôo solitário. Sol-teiro, Sol-itário. Sempre há luz do sol. Sol-inteiro, Sol-otário. As variações são muitas.

Sol-teiro
Sol-itário
Sol-inteiro
Sol-otário
Hélio
Lélio
Lêlio
Lê, lí-o
Assim em textos sorrateiros.

Por mais assunto sem encerro. Escrevendo, menos tagarelo. Embora seja o início do discurso. Por isso não leio em voz alta. Talvez um dia interprete no corpo, em cena. Aí a arte floreia e aberto ao tempo tudo fica. Não cuspo moral e crio possibilidades. Introjete-me em seu meio. Conectamo-nos numa mesma esfera culturaverbsexual.

quinta-feira, maio 03, 2007

Corpo sem menino

Passa boi
Passa boiada
Passa trem
Passa passarada
Passa o que não fica e só fica o que não larga
Dessa vez desmistifica essa vida que não pára
É só para ver se fica pra uma próxima parada.

Desce longe essa montanha
Deslizando no meu corpo
Entendendo o que me resta
Nesses pêlos de enrosco cachos
Acho o que me acerta
Tateio ainda o que me resta
Revirando uma fresta, respirando o outro
Olho

Ai, o que não quero é essa vida de menino
Essa vida de moleque esperantudo do divino

Ribanceira se esgueia e me cobre a cachoeira
Veste um véu sem mais floreias
Intenções de casamento não existe mas atento
Pros perfumes desse vento
Vindo longe d'outra serra
Outras flores
Outras velas

O que não quero é essa vida de menino

Revirando do avesso puxo o que não vi direito
Rasgo trago do umbigo e me acho tão tranquilo
Enganado na cabeça abro aquela gaveta
E descubro um consciente coletivo escondido

Essa vida de moleque esperantudo do divino

Passa boi
Passa boiada
Passa sol
Passa invernada
Passa a alvorada que deixou a nova luz
Celebrando um novo tronco
Novos órgãos e sistemas
Me alinham n'outro tema
O que é novo me conduz

Ai o que eu não quero é essa vida de menino
Essa vida de moleque esperantudo do divino

Obscuro que vagueia
Óbvio que me clareia
E me cega
Claridade de lanterna na cara
Perco
E perdendo só fica o que passa
Atravessa
Se despessa
O meu corpo não é mais morada d'alma
É a própria reorganizada

Ai o que eu não quero é essa vida de menino
Essa vida de moleque esperantudo do divino

segunda-feira, abril 30, 2007

O tao do valor de mercado. Corpo em baixa

Idolatrar a virtude do valor
Que se dane
O melhor são as contradições
Zen noções

Partindo do aperto
Reparo e pergunto
Qual o valor da virtude?

Partindo do largo me refiro
Processo de mesma atitude
Não conter o desejo?
Rabicho do que não reparo
Me ensinam quando nasço e aceito pro vasto da sorte

Mina,
Mina água dessa pedra e leite dessa santa de tetas grandes
Madona mia: miau
Gata selvagem de sete eternas vidas
Mina sede dessa garganta e mina berro dessa vagina
Ó pátria amanda minhas esquemias carnais
Corpo, porco, alguma dessas escatologias
Sei que te encomoda esse quê sadista
Libertina paradoxia.
O melhor são as contradições

Salamandra só malandra
Chega, pega, amaça e tal
E o tao, não conta?
Conta até o que deserta
Acerta?
Mina,
Talvez não vire, e aí como fica essa desinência social?

Fica no ar
Ou fica no ir?
Posso não esperar e decidir partir.
Aí como fica essa desinência de verba social?

Se tiver grana e tiver boa cama
Se tiver saco sentado em carro importado
Se tiver toda semana um dia de motel
Te cantar em well num inglês
Salamandro, só malandro pra saber ganhar no léro-léro
Papo de sapo brejeiro te fazendo pastar e afundar a canela na lama
Sem querer tirar o pé do fresco.

E que fresquinho, não?
Um vaidoso
Manhoso
Gostoso?
Aí como fica essa relação de ego metrosexual?

Esse papo já tá qualquer coisa e você já tá pra lá de Carapicuíba

Por isso repergunto pro eco:
Qual a virtude do valor?
É diferente do valor da virtude.
Qual o calor que procura?
Qual a moral? Carnal, transcendental?
Já se perguntou isso hoje?
E o que é que fica?
As memórias e as saudades...
É pouca maravilha
Tem que ficar mais

Mas
Sabe do que mais? Chega de preocupações em exageros
Viver nesses temperos é que é se descobrir no turbilhão
Que achamos se chamar paz.

sábado, abril 28, 2007

Corpo de Dolores e de Prazeres

Numa casa assobradada reconheço minha gente. Fico à noite numa saudade de menino pela namorada, ouvindo as músicas que fizeram parte de nossa história, numa época em que não pensava em mudar nada. Músicas de amigos, poemas, são meu ídolos tolos, pq assim bobo, de brincadeira, é que os admiro. Embalado nessa espontânia alegria dos que vagam de "faminto a fomento", uma sala preenchida de sorrisos e sofrimentos foi o X da pressão, a questão que quase me fez sair correndo. Ficava alí vendo Renato, Luciano, Nandão, rodopios de Érica, vozes de Tati, viola de Amanda, pandeiro de Fernando, piadas de Xandi, cabelos loiros rastafaris de Jhaíra, risadas de Vivi, ou saía voando numa estrela Gama pra nunca mais? Foi bom... e foi ruim... e por isso tão vivo. Porra Renatão, a brincadeira da língua presa foi uma homenagem, desculpe qualquer desconforto. Não estava assim maroto... embora tenha me emperequetado todo pra ver no que ia dar. Deu que não deu em nada. Mas sobrou muita risada, abraço torto, carona atrapalhada e amanhecendo cheguei em casa. E não é que acordei de mal humor? Mas foram horas realmente mágicas. Um caldo vegetariano gostoso, um pão com queijo e o samba roque rolando solto. Depois um sertanejo e combinamos nos encontrar pra rever estes conceitos de viola e violeiro. Vem chegando a gente toda pra fazer roda e ouvir as coisas boas de Dolores, sem dores, ou com algumas em alguns momentos, sentia tudo me atravessando e me grudando ao chão, querendo sempre estar alí. Renato então me passa o violão, não dava pra recusar, peguei e quase sem pensar mandei uma. Primeira vez que canto em publico algo que escrevi, que "melodiei", que arranjei e que só quem ouvia era um anjo cada vez mais sem asas pra mim. Ele tava alí, mas expandi minha voz e cantei pra todos e não mais somente a quem era a minha preferida... Era. Brinquei com a língua presa do Renato e quis voar em sua estrela Gama, ficar mais perto da sua inteligência, pra nunca mais. Voltei, aproveitei, depois me chateei, não dava mais. Chega uma hora que a gente enfraquece, tudo que ganhamos, em minutos, parece, se perde. Hora de ir pra outra casa, a minha, por enquanto solitária, por enquanto de família, mas a queria assim como aquela casa, coletiva pros acordes, pros versos, pra manifestações de cena naturalmente ensaiadas com o coração. Deixar de gostar do que gosto, abandonar esse gosto por imposição da vida, é uma luta comigo mesmo, mas ví onde me reconheço e onde me escancaro, vou dosando as duas coisas e deixo cuidar o tempo. Enquanto isso me aproximo de quem vale a pena, dessa gente que não é nada pequena, que não precisa voar e cair na rede, saltar mortais e exibir-se ao publico. Viajo agora mais na outra idéia, das palavras bem utilizadas em corpo, dos versos bem construídos, das habilidades que ultrapassam a sobre-humanidade do circo. Ao contrário, abrem ao que há de mais humano. Em misérias e virtudes, denunciam a humanidade. O que ví ontem foi um turbilhão de conhecimento. Esse sim é meu recomeço, de tudo.

sexta-feira, abril 27, 2007

Corpo Tranquilo

Sem
Apuro
Suspiro
Mais puro consigo
Mesmo
Em surtos de desespero
Reverto
Inverto a corrente
E melhoro
Tranquilo

Cem
Vontades a espera
Muda
Direção a quem
Se volte a paquera
Requeira o que queira
Cem momentos zens
Pulsam soltos num corpo
Disponivelmente lascivo
Tranquilo

Vem
E me deleite
Me respeite
Me aquece
Esse ventre desapetrechado de qualquer vaidade
Vale a vontade
Vale o risco de pensar em outra coisa que não mais os aperreios
Rascunho rabisco corpo
Nas lágrimas nado dormidas
Acordo
Decoro Tranquilo


Zen
Arqueiros
Cem
harpejos
Vem desejos
Sem
Agonias

Cant'outra melodia
Que faísca no ar
Luminosa maravilha
Chega
Saco-cheio cheio de bufares
Me reconheço
Zen
Assim me Lê, sim, em linhas?
Um re-corpo tranquilo.

quarta-feira, abril 25, 2007

Perdeu

Em minhas músicas outros temas
Em meus poemas outras pessoas
Estou entendendo o esquema
Mudar o fonema pra descobrir outra gramática.
Descobrir outra lingua
Que me pegue de jeito.

terça-feira, abril 24, 2007

Sei sou

Aposto que
dará se
tiver me
Provado de-
finitivamente

Pelado
Tomate
No molho é mais gostoso

Queijo ralado

O presente é pra fluir
Ficar estancado
Enrola o enrolado

Sarado?
Escreve erraaaaado...

Poeta torto soul
Eu sei, sou
De versos
Equivocados:
Não concordo.
Em viva sorte:
Mais azar.
Tirar proveito:
Tento.
Seguinte mar:
Ajeito
Pra encontrar.
Cd-RW:
Pra regravar o regravável

A cada página uma lambida e um beijo na boca?

Tá ficando louca...

A cada verso estou inteiro. A cada página um orgasmo, só se for. De Corpo e corpo.
Não sou bala perdida de tiroteio
Esgueiro certo pr'um outro peito
Que me queira dentro
Espero.